Marcelo Mário de Melo, Assessor de Comunicação da Fundaj, jornalista e poeta, inaugura sua coluna na Revista Zena com muito humor e textos mulherísticos. “É preciso não explorar as mulheres.Os homens podem dividir com elas/ a cama o trabalho o poder /os afazeres de cozinha e criança. Ninguém é dono nem chefe de ninguém”. Confira a poesia na íntegra.
Lavar roupa, arrumar a casa, cozinhar, fazer compras… Tudo isso é obrigação de mulher, certo? Errado! Há muito tempo que as tarefas domésticas deixaram de ser uma “exclusividade” do sexo feminino e estão cada vez mais presentes no dia a dia dos homens. Há aqueles que dividem as atividades do lar com a esposa e aqueles que moram sozinhos e precisam pôr mãos à obra. Eu me enquadro neste segundo grupo.
Considerado o pai supremo do panteão nórdico, a mitologia de Odin é muito rica, fascinante e, por vezes, paradoxal, apontando para aspectos emocionais, psicológicos e espirituais da jornada humana, já que miticamente, entre os homens e os deuses há sempre uma relação de espelho, de reflexo e do caminho a ser percorrido na vida.
Tenho percebido que a síndrome da perfeição tem atingido boa parte das mulheres. Já não basta ser inteligente, ter estilo, ser responsável e bonita. Ou ter bom papo e saber seduzir. Elas querem ser TUDO, e para isso, fingem ser pessoas completamente diferentes das que realmente são.
Neste quadro, o poeta Eriberto Henrique da Silva fala sobre o que as pessoas não querem ver. “Negro de família humilde, e criado nas ladeiras do curado IV, Eriberto sofreu com os preconceitos e as injustiças que um suburbano tende a sofrer, mas com suas palavras aprendeu a lutar contra as mazelas. Fazendo crescer o orgulho de ser negro, poeta e suburbano”.