The Runaways

The Runaways (Foto: Divulgação)
Uma pitada de estrógeno no mundo da música
Quando o rock´n´roll nasceu parecia ser algo relegado apenas ao universo masculino e que as mulheres só fariam parte de maneira inócua, fanática e coadjuvante como admiradoras ou meras ouvintes simpatizantes do estilo. Sem falar nas groupies oficiais de algumas bandas que tornavam o simples fato de escoltá-las, e de se relacionar com os músicos, o máximo de prazer já experimentado.
Bom, o passar dos anos provaria que as mulheres têm muito mais poder que isso. No final dos anos 60, Janis Joplin, texana, deu início a uma histeria feminina comportamental e sonora com suas letras contundentes, voz visceral e atitudes totalmente genuínas, sem falar na sensualidade que ela imprimia nas musicas ao cantá-las, vociferando-as ou em tom de acalanto.

The Runaways (Foto: Divulgação)
Nos anos 70, foi a vez do The Runaways, Califórnia, abrir espaço na redoma machista. A banda era encabeçada por nada menos que Joan Jett. Letras provocantes e bem humoradas fizeram dessa banda a líder das headbangers femininas. O grito de Joan não só acordou a vizinhança como fez insurgir o talento antologicamente velado pela condescendência e anacronismo resultante do comportamento da época. Ela sabia o que estava fazendo e sentenciava exaustivamente em cada música o pensamento “é isso aí, é a nossa hora de fazer rock´n´roll!!!”.
Joan foi além e preconizou o movimento riot grrrls, incentivando a formação de bandas contestadoras femininas e fertilizando o solo para bandas como Babes in Toyland, de Minnesota, Estados Unidos, l7, de Los Angeles, Bikini Kill, Olímpia, entre outras. Mais tarde formaria o Joan Jett and The Blackhearts.
Os anos 80, por privilegiar a maquiagem pesada e roupas extravagantes e insinuantes, devido ao glam rock, fez deslanchar de vez a onda das mulheres nos palcos. Foi nessa época que a banda Vixen apareceu e vendeu milhões de cópias em 88.
Com um estilo mais pop surgiu o Blondie, de Nova Iorque, e na mesma época a banda Heart com influência do folk e hard rock, mas que, na década de 90, seguiram por uma linha mais grunge. Também em 90, surgiu o atual The Donnas que lembra em muito o The Runaways, mas com garotas desta vez – e não mulheres – o que lhes confere uma atitude simultaneamente charmosa e pseudo-inofensiva.
As americanas monopolizaram a era das riot grrrls e deixaram mais do que claro que as mulheres sabem sim fazer rock de qualidade. A não ser por alguns detalhes: deram mais sensibilidade, glamour e muuuuuuuuito mais sensualidade….yeahhhh. Sigamos seus exemplos, fazendo com que este não seja um acontecimento isolado e fortuito. As mulheres devem e podem se impor de todas as boas formas, e a música é uma das melhores delas! Façamos também poesia, filosofemos, argumentemos! Afinal, quando somos nós a fazermos algo assim, a repercussão é potencialmente ‘dinamitizada’.
| You Drive Me Wild
You know when you’re close you really turn me on You drive me wild You’re under my whole, my one desire You drive me wild Don’t hold off, I need your lovin’ You drive me wild |
Você me deixa selvagem
Você sabe que quando você esta perto de mim você me transforma |
SAIBA MAIS
Site: www.therunaways.com
Twitter: www.twitter.com/TheRunaways
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Eita não conhecia, é legal saber que existe coisa boa antigamente, eu que sou fã da PJ Harvey e Karen O. vou procurar os trabalhaos da Runaways, pra conhecer.
Parabéns pelo site. Sucesso.
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